6 empresárias africanas que vale a pena conhecer

Em nenhum outro lugar do mundo tantas mulheres tentam abrir o seu próprio negócio como em África. De acordo com o Global Entrepreneurship Monitor , isto é especialmente verdade na região subsariana, onde estão 27 por cento das mulheres empreendedoras de todo o mundo.

Os dados citados pelo site Atlanta Black Star são encorajadores, mas a verdade é que a grande maioria destes negócios tem uma esperança de vida curta. Tratam-se de empresas de uma só pessoa, orientadas para o consumo, e sem perspectiva de futuro.

Porque não basta ter uma boa ideia reunimos sete exemplos de sucesso que em comum têm apenas uma coisa: são liderados por uma mulher. Quem sabe a inspiração para o seu futuro negócio não estará aqui.

Khanyi Dhlomo 

CROP_Mulheres Empreendedoras Africa_1_Khanyi Dhlomo_DR copyMuitos descrevem-na como a mulher certa, no lugar certo à hora certa. Mas a carreira desta empresária não se resume a um golpe de sorte. Dhlomo foi uma das caras da África do Sul pós-apartheid, quando em 1995, então com 20 anos, tornou-se na primeira pivot negra do país. Formada em Comunicação, em Joanesburgo, passaria também pela revista True Love, de que foi editora. O seu talento para os média tornou-se evidente, quando em pouco tempo fez da revista feminina a mais lida do país. Actualmente é fundadora e directora-executiva da Ndalo Media, Ndlao Luxury Ventures, Destiny Connect e Destiny Magazines. Ao império construído na comunicação juntam-se outros negócios, como a Luminance, uma rede de lojas de luxo sul-africanas.

Carmen TalCROP_Mulheres Empreendedoras Africa_2_Carmen Tal_DR

Fez uma fortuna de milhões depois de uma má experiência no cabeleireiro. A história começou em Tel Aviv, quando a marroquina estragou o cabelo com uma coloração. Ainda em Israel, socorreu-se de uma estilista para fazer um tratamento na base de óleo de argan. “Eu vi os resultados instantaneamente. Foi incrível”. O óleo, produzido a partir de uma planta que cresce apenas em Marrocos, foi o segredo do negócio. Juntamente com o marido comprou a empresa marroquina que exportava o óleo milagroso para Israel. Pouco tempo depois nascia a Morrocanoil, uma companhia de tratamentos de beleza, hoje avaliada em muitos milhões de dólares. Angelina Jolie ou Jennifer Lopez são algumas das celebridades que não dispensam os serviços capilares de Carmen Tal.

Adenike Ogunlesi

CROP_Mulheres Empreendedoras Africa_3_Adenike Ogunlesi_DR copyA história de uma carreira construída a pulso. A Ruff’n’Tumble, linha de roupa nigeriana para crianças, nasceu quando Adenike Ogunlesi decidiu coser alguns pijamas de algodão para os seus filhos. E porque não coser mais alguns e tentar vendê-los? O sucesso foi imediato. De uma micro-empresa que em 1996 empregava apenas uma pessoa, a Ruff’n’Tumble chega a 2015 com 15 lojas e como a marca de roupa infantil que mais vende na Nigéria. Apesar do sucesso, Ogunlesi não se esquece de onde veio e com quem aprendeu. “A minha mãe continua a ser a maior influência na minha vida, ela era muito criativa e isso influenciou a minha criatividade e paixão pelo design e tecidos”, confessou à Business Day Online.

Benthlehem Tilahun AlemuCROP_Mulheres Empreendedoras Africa_5_Bethlehem Tilahun Alemu_DR copy

Criar bom calçado é também uma forma de criar esperança. É desta forma que a etíope de 35 anos apresenta a soleRebels, a marca de calçado africana que mais vende no mundo. Estes sapatos são amigos do ambiente e produzidos por trabalhadores etíopes. A visão empresarial de Alemu é reflexo de uma infância passada em Zenebework, pequena comunidade rural de Adis Abeba, onde Alemu cresceu rodeada por pessoas pobres, sem trabalhado mas com um enorme talento para o artesanato. Conjugou as duas ideias e em 2004 lançava a soleRebel, a tradição etíope e a influência ocidental, tudo num só sapato, que hoje calça meio mundo. Com uma loja própria nos Estados Unidos, a marca espera gerar mais de USD 10 milhões em 2016.

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Yasin Belo-Osagie e Afua Oseim

CROP_Mulheres Empreendedoras Africa_8_Yasmine Belo Osagie_DR copyEsta dupla nigeriana ajudou a fundar a She Leads Africa, projecto de apoio a empreendedoras africanas. Educar, financiar e combater estereótipos e limitações é o objectivo da plataforma, criada em 2014. Yasmin Belo-Osagie (na foto), de 26 anos, e Afua Osei, de 28, querem transformar as pequenas e médias empresárias de hoje em líderes africanos de amanhã. “As mulheres precisam de perceber que os seus horizontes não têm limites e que podem ir muito além das suas expectativas, através de trabalho árduo, coragem e perseverança”. Foi o mote dado por Belo-Osagie à CNBC Africa.

CROP_Mulheres Empreendedoras Africa_9_Divine Ndhlukula_DR copyDivine Ndhlukuka

Uma mulher que triunfou num universo de homens. Fundadora e directora da SECURICO, empresa de segurança informática, começou em 1998, com quatro empregados e um escritório numa casa de campo. Sem grande conhecimento, mas com uma enorme paixão, saiu porta fora para uma indústria difícil e dominada por homens – palavras da própria. Numa década conta-se o sucesso desta empresária do Zimbabwe, que actualmente dá emprego a 300 mil pessoas, 900 das quais mulheres. Foi considerada pela Forbes como uma das empresárias africanas de maior sucesso.

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