Hábitos de consumo se adaptam à crise

O susto diante das contas do mês tem exigido criatividade dos angolanos para cumprir seus compromissos financeiros. Entre as saídas para tempos “bicudos” estão cortar gastos com comida nos restaurantes, reformar e consertar um produto, em vez de comprar um novo, e ir ao mercado informal em detrimento dos supermercados.

As explicações para o apertar do “cinto” estão na queda da renda empurrada para baixo pela inflação e pelo desemprego e no maior endividamento.

Mudança de hábito

Gastos com lazer e mudanças na lista do supermercado foram às medidas adotadas pelos Angolanos. A alimentação fora de casa já não é opção. De acordo com alguns proprietários de bares e restaurantes em Luanda a média de queda de faturamento nos estabelecimentos com refeições entre AKZ 3000 e AKZ 7000 foi de 30% no primeiro semestre de 2016. “Já o movimento nas refeições com preços até AKZ 3000 aumentou em 40%. O consumidor está procurando opções mais baratas”, confidenciou um gerente de um restaurante localizado na rua da missão em Luanda.

Outro comportamento percebido pelos donos de restaurantes foi a redução das porções em restaurantes que cobram por peso. Para economizar, o cliente coloca menos no prato. E a dieta forçada deve ficar mais rigorosa no segundo semestre.

Os supermercados registram mudanças de comportamento. O gasto por compra cresceu 10%, mas a frequência nas lojas caiu na mesma proporção. A ideia do consumidor, ao diminuir as visitas ao mercado, é evitar a compra por impulso. “Grande parte dos clientes já começa a trocar de marca, na busca por preços mais baixos”, diz João Paulo funcionário de um super mercado.

Promoção vira palavra de ordem para atrair consumidores

Promoção soa como palavra mágica em tempos de crise. Se o consumidor puder pagar menos para ter o mesmo produto ou serviço, tanto melhor. Em períodos de queda de movimento, a estratégia também tem feito a alegria dos empresários. Mambos de AKZ 150, promoção 50% desconto, antes AKZ 2000 agora AKZ 1900 são alguns dos chamariz encontrados nos supermercados.

Novos hábitos de consumo

Com menos poder de compra, consumidor troca carne bovina por frango ou porco.

O Angolano agora pesquisa mais antes de decidir por uma compra.

O consumidor procura principalmente economizar em produtos de limpeza.

O consumidor não diminuiu a compra de produtos básicos.

Tomate foi um dos alimentos que mais aumentou com a alta da inflação.

Consumidores cortam principalmente produtos supérfluos, como salgadinhos e doces.

Produtos de marca própria têm aumento no volume de vendas na crise por serem mais barato.

O Angolano prefere economizar em alguns itens para gastar em outros que considera mais relevante

 

 

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