5 lições para aprender com “A Rainha de Katwe”

Da infância na favela de Katwe, na capital de Uganda, a campeã de xadrez reconhecida internacionalmente. Esta é a história de Phiona Mutesi, de 20 anos, peça principal do filme “A Rainha de Katwe” (pronuncia-se “Ka-tu-e”), produção da Disney com a ESPN que estreou em Angola no dia 20 de Janeiro de 2016.

Baseado no livro de 2012 do americano Tim Crothers, o drama biográfico traz do início ao fim lições de vida até para quem nunca enfrentou um tabuleiro de xadrez.

Veja a seguir algumas das lições extraídas da história da brilhante Phiona Mutesi.

No xadrez, o pequeno vira grande

“O pequeno vira grande” é a primeira lição mostrada no filme e o fio condutor que leva Phiona a se interessar ainda mais pelo desporto. O peão, a peça mais fraca do jogo, vira rainha depois de atravessar todo o tabuleiro. Esta é uma das jogadas que uma das alunas passa para Phiona logo no início. A metáfora se aplica ao título do filme (rainha também é uma peça de xadrez) e acaba servindo para mais situações.

Liberte-se de preconceitos

Na primeira vez em que Phiona decide participar da turma de alunos de xadrez do mestre Robert Katende, ela é extremamente mal recebida por seu cheio forte, chegando a ser comparada a uma porca por seus colegas tão desfavorecidos quando ela. Mas em vez de baixar a cabeça, ela enfrenta o problema e acaba virando exemplo para os outros.

O preconceito de parte da comunidade de Katwe com os enxadristas também teria sido mais um obstáculo na vida e na carreira de Phiona, não fosse seu mestre. Os moradores viam o xadrez como esporte de azar, chegando a até mesmo chamar os jogadores de apostadores. Robert Katende tem então de convencer a mãe de Phiona que o esporte não é um jogo de azar, mas sim um aliado para as crianças.

O cérebro é a sua mais poderosa ferramenta

Phiona não era nem mesmo alfabetizada quando começou a jogar xadrez, aos nove anos. A menina aprendeu o complexo jogo apenas observando com muita atenção a função de cada peça e jogada. Posteriormente, Phiona é alfabetizada pela mulher de seu treinador, o que ajudou a aperfeiçoar ainda mais suas técnicas.

O caminho mais fácil nem sempre é o melhor

A personagem que melhor simboliza a máxima é a irmã ausente de Phiona, Night (Taryn Kyaze). A mais velha da família deixa o subúrbio para ficar com um homem da área mais favorecida da cidade, seguindo a crença das mulheres que a cercam de que aquela era a única forma de sair da situação de extrema pobreza.

Mesmo viúva, a mãe, Harriet (Lupita Nyong’o), se recusa a se render ao pensamento coletivo e segue vendendo legumes e temperos nas ruas para sustentar seus outros três filhos.

O destino acaba se mostrando mais generoso para ela e para as crianças do que para Night.

Desenvolva suas próprias estratégias

Phiona chama a atenção de seu treinador justamente quando prova que absorve o conhecimento que lhe é passado e com isso consegue desenvolver suas próprias estratégias de jogo. Ela antevê oito jogadas à frente, enquanto seu mestre vê três ou quatro. Em certo momento, Robert chega até mesmo a se questionar se tem capacidade de treinar uma jogadora tão genial quanto a menina prova ser.

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